Em que o crédito concedido a empresas por entidades bancárias e outras era analisado, aprovado ou recusado, por comuns mortais com poderes para tal, baseando a sua decisão na grande maioria das vezes na credibilidade, da empresa, do(s) sócio(s), e do projecto apresentado.

A credibilidade era vista como um bem essencial à concessão de crédito, credibilidade da própria empresa, que era analisada através do movimento bancário que gerava, situações de existência ou não, de incumprimento junto do Banco de Portugal, saldos médios na conta, entre outros, mas também do(s) sócio(s), aqui sendo muito idêntica a análise enquanto cliente bancário, sendo que neste caso ia-se mais longe, procurando na praça obter informações sobre a idoneidade do(s) interveniente(s). Por fim a credibilidade do projecto, que era vista como essencial para se perceber se o mesmo, tinha ou não, viabilidade defendida em reunião com quem de direito, ou seja, representante(s) da Instituição Bancária, e o(s) representante(s) da empresa.

Ora, esses tempos já lá vão, e hoje a realidade é consideravelmente diferente, sendo que o crédito concedido deixou de ter por base a análise às pessoas e projectos, para se analisar os números das pessoas, ou seja a Instituição Bancária decide com base nos números apresentados pela empresa e não, propriamente, pela credibilidade que merece, quer a empresa quer o(s) sócio(s), sendo atribuído um rating após a compilação dos números e que permite ou não, conceder o tão desejado financiamento, relegando para outra galáxia projectos, muitos deles defensáveis com Business Plan e planos de viabilidade financeira bem elaborados.

A realidade de agora, obriga os empresários a terem a preocupação de saber, entender e analisar, não só, quais são os custos e proveitos que têm, se a empresa deu lucro ou prejuízo, ou, quanto é que têm de pagar de impostos, terão ainda também de saber, como todos esses valores estão a ser representados ao nível contabilístico, pois como atrás foi escrito, são esses que decidem.

Torna-se por isso uma evidência, que longe vão os tempos dos guarda livros, e que hoje a escolha de uma boa empresa de contabilidade é uma decisão com um grau de importância elevadíssimo, pois essa decisão, poderá custar no futuro o desenvolvimento, a continuidade ou até o encerramento do seu negócio.

By Vitor Patrício